Os brechós da cena underground paulistana que fizeram escola

19:47 Yahz 0 Comments


Alguns dos brechós de São Paulo são verdadeiros precursores de revoluções, que além de reinserir na vida das pessoas peças que haviam chegado ao fim de sua vida útil, indo contra a produção massificada e de baixa qualidade e a favor da valorização da pessoalidade e do meio ambiente, fazem algo mais. Por isso selecionamos três brechós da cena underground paulistana que "fizeram escola" e se tornaram referência: 

O Loki Bicho, criado pela Hayge Mercúrio é um espaço coletivo que além do brechó reúne todo o tipo de arte e artistas. Do Loki surgiu o Mercado das Pulgas, evento de comércio espontâneo que acontece no Vale do Anhangabaú, onde brechós, artistas e comerciantes no geral expõe seus produtos, dialogam e interagem entre si e com aqueles que transitam pelo vale. Trata-se de um evento cultural e também um ato político, uma vez que o espaço público é ocupado pelos cidadãos que dão cada qual o melhor de si para o enriquecimento da relação pessoas+pessoas e pessoas+cidade.



O Brechó Replay do Eduardo Costa, surgiu da ideia de vender roupas pelo instagram, mas graças aos seus editoriais incríveis se transformou em um negócio focado em produção de moda. Os editoriais do Replay são provocativos em termos estéticos e conceituais, afrontando padrões e discutindo temas contemporâneos de extrema importância, valorizam a diversidade e a cultura urbana. E já faziam isso antes que as grandes marcas percebessem que esse tipo de publicidade era cool. (A imagem que estampa este artigo é uma produção Replay).


Caixa Vintage - Invasor do sistema

O Caixa Vintage, criado por Yasmin Có em 2013 quebrou a cadeia de preços abusivos que imperava entre os vintage shops moderninhos da cidade - e usou a internet pra isso - pegando pesado em divulgação e invadindo o espaço do tradicional clubinho que tinha acesso à mídia, além de vender também on-line, coisa que os antigos brechós não faziam. Antes dele existir, brechó com curadoria especializada era lugar pra gente abastada, o Caixa Vintage foi o primeiro a vender peças vintage selecionadas a preços realmente acessíveis - começou vendendo peças de R$5 a R$40 - democratizando o acesso ao segmento e difundindo ideais de consumo consciente. O acervo que fica em um dos prédios históricos do centro e é popular entre frequentadores das festas ocupação que rolam por ali, atualmente fica fechado ao público, mas a loja on-line atende a clientes de todo o Brasil.
 

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